Um toque de bola espetacular contra o Náutico
Data: 29/04/2009
Por Alexandre Corrêa (texto) e
Alexandre Lops (fotos)
Enviados especiais/Recife
Que gramado ruim que nada! A qualidade do toque de bola do Inter transformou o péssimo piso do Estádio dos Aflitos em um tapete de Beira-Rio. Jogadores colorados superaram as dificuldades do campo e souberam seguir tocando a bola com muito talento. E foi assim, tocando de pé em pé que surgiu o primeiro gol do time marcado por Nilmar, aos 33min de jogo. A jogada começou com Kléber que recebeu na linha de fundo e achou Taison no bico da área. O goleador do Inter na temporada deu passe precioso para Nilmar, na meia-lua. O atacante enganou a marcação de Asprilla com um giro e um drible de corpo, entrou na área e chutou forte no alto: um golaço.

Kléber iniciou a jogada do primeiro gol no Recife
O interessante é que esta jogada foi trabalhada durante todo a primeira etapa. Os jogadores colorados trocavam passes com autoridade sem que o Náutico pudesse retomá-la. De pé em pé, a bola ia se aproximando da área do goleiro Eduardo. Pela esquerda, Guiñazu, Taison, D´Alessandro e Kleber triangulavam com mais freqüência. Pela direita, Magrão, Bolívar, Nilmar e também D´Alessandro. E foi pela direita que Nilmar quase marcou mais um no final da primeira etapa. D´Alessandro tabelou com Magrão que foi à linha de fundo e cruzou para Nilmar, na pequena área, desviar para fora.

Jogadores comemoram a grande vitória no Estádio dos Aflitos
Além do gramado, o Inter não se initimidou com as chegadas duras dos jogadores pernambucanos, que procuravam provocar na base da força. Em um lance desses, Gladstone acertou um pontapé em Guiñazu, mas o juiz Guilherme Cereta só deu o amarelo, quando era lance claro de expulsão. O outro argentino do Inter foi ainda mais caçado. A cada falta sofrida, os jogadores tratavam de tentar provocá-lo. A sequencia de faltas, porém, também não foi coibida pela arbitragem. E ainda sobrou amarelo para D´Ale, por reclamação.
Na etapa final, o toque de bola do Inter seguiu forte e firme. Marcou mais dois gols com Taison, em lançamento de Magrão, e Marcelo Cordeiro, em jogada genial, ao estilo de Garrincha, de D´Alessandro. E entre os gols, tocou, tocou, tocou a bola sem que o Náutico pudesse fazer nada. Quanto mais trocava passes, mais aumentava o silêncio no estádio do time pernambucano. Era metade da etapa final e muitos torcedores do time casa já desistiam da partida e saíam do estádio.

Lateral Marcelo Cordeiro entrou no segundo tempoo e marcou o terceiro gol do Inter
Do outro lado do campo, os cerca de 500 colorados presentes cantavam, gritavam olé e vibravam com a grande apresentação do time colorado. E foram felizes da vida para suas casas...