Inter atravessa a América em busca do Bi da Recopa
Data: 07/07/2009
Por Alexandre Corrêa (texto) e
Alexandre Lops (fotos)
Enviados especiais/Equador
Pelo bicampeonato da Recopa Sul-Americana o Inter atravessou a América do Sul nesta terça-feira em uma viagem de oito horas com início em Porto Alegre, escala em Lima, no Peru, e chegada em Quito, no Equador. Apesar da distância e da duração, foi uma viagem tranquila para o grupo de 21 atletas, além de dirigentes, conselheiros e cerca de 40 torcedores que voaram em voo fretado. As poltronas do avião contavam com logos do Inter, deixando a viagem mais familiar aos passageiros.

Poltronas do avião eram personalizadas com o distintivo do Inter
A viagem começou por volta das 9h, na capital gaúcha debaixo de forte chuva. Nas primeiras horas, o grupo tratou de dormir para descansar. A parada em Lima, depois de cinco horas de voo serviu para os jogadores caminharem um pouco pelo avião para alongar as pernas. Passada a parada de uma hora para reabastecimento, o voo seguiu por mais duas horas até a cidade equatoriana. Quando o avião tocou no solo, a torcida colorada presente tratou de mostrar confiança no título e cantou o tradicional “Colorado, colorado, nada vai nos separar”.
Na saída do aeroporto um batalhão de jornalistas e cinegrafistas equatorianos esperava o Inter. O atacante Bolaños foi destacado pela assessoria de imprensa para atender os repórteres que se acotovelavam em busca do ex-jogador da própria LDU. Bolaños é um dos ídolos da torcida local por ter participado com brilho da campanha do título da Libertadores em 2008.

Bolaños é cercado por um batalhão de repórteres na chegada à capital equatoriana
Para fugir dos efeitos da altitude de cerca de 2.850 metros, o grupo se alimentou tão logo chegou ao hotel Hilton. Um cardápio rico em carboidratos e proteínas (massas e pães) foi servido aos atletas.
Segundo o fisiologista Luiz Crescente, este tipo de alimento facilita a digestão do atleta e repõe as energias. Calcula-se que nesta altitude a perda do condicionamento físico gire em torno dos 10%, variando de pessoa para pessoa. Em um atleta bem condicionado como é o caso dos jogadores do Inter, a perda é menor. “Muitos dos efeitos nesta altitude são psicológicos. O jogador fica pensando naquilo e acaba preocupado. Por isso nem estamos tocando muito no assunto. Acreditamos que a altitude de Quito não irá nos atrapalhar para a decisão”, disse Crescente. De qualquer maneira, os equatorianos costumam oferecer balões de oxigênio aos times visitantes nestas partidas, como uma precaução.

Grupo colorado aguarda os trâmites de alfândega no aeroporto de Quito
O preparador físico Fábio Mahseredjan já esteve três vezes em Quito em competições sul-americanas e conhece bem o que fazer para a melhor adaptação do grupo. “Chegar no dia ou alguns dias de antecedência não importa tanto. A perda em relação à altitude é a mesma”, explicou Mahseredjan, que enfrentou a LDU pelas finais da Libertadores no ano passado, quando trabalhava no Fluminense.
O Inter irá com força máxima para a decisão. Para isto, trouxe 21 dos 25 inscritos na Recopa. O zagueiro Bolívar, expulso na primeira partida, e o volante Sandro, lesionado, ficaram em Porto Alegre. Os jogadores que viajaram são Marcelo Cordeiro, Danilo, Álvaro, Bolaños, Lauro, Alecsandro, Taison, D´Alessandro, Guiñazu, Michel Alves, Magrão, Glaydson, Danny Morais, Giuliano, Nilmar, Índio, Kleber, Andrezinho, Talles Cunha, Marquinhos e Sorondo.
O time irá realizar dois treinos no Equador antes da partida. Na noite de desta terça, o time treinou no Estádio Atahualpa. Nesta quarta à tarde será vez do treino de reconhecimento do campo, no Estádio Casablanca, da Liga Deportiva Universitária (LDU).
O Inter perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 no Beira-Rio e vai precisar vencer por dois gols ou então por um gol, desde que seja de 2 a 1 em diante. Os equatorianos jogam por empate. Se o Inter vencer por 1 a 0, a decisão irá para os pênaltis. O árbitro será o chileno Carlos Chandia.