Olá, Marcos Duarte!

Juizado Especial Criminal teve 11 ocorrências em Inter x Boca

Data: 23/10/2008

Para trazer mais segurança e conforto ao torcedor colorado no Beira-Rio, o Internacional disponibiliza dentro do estádio o Juizado Especial Criminal (JECRIM), inaugurado neste ano. No jogo desta quarta-feira (22/10), entre Inter e Boca Juniors, foram realizadas onze ocorrências no JECRIM. As audiências foram presididas pelo Juiz de Direito Marcelo Mairon Rodrigues e se estenderam por mais de uma hora e meia após o término do jogo.

Dos 11 registros, seis foram relacionados à posse de entorpecente (maconha): três torcedores aceitaram se apresentar ao Ciarb (Centro de Apoio e Encaminhamento à Rede Biopsicossocial) do Foro Central da Capital, para realização de tratamento terapêutico contra a dependência química. Dois aceitaram proposta de transação penal e irão efetuar depósito no valor de R$ 130,00, cada um, em favor da Casa do Excepcional Santa Rita de Cássia. E um dos flagrados, que não pode se beneficiar da transação penal por já ter recebido o benefício há menos de cinco anos, terá o processo distribuído para regular prosseguimento no Foro Central.

Houve ainda caso de desobediência a Policial Militar por parte de um guardador de carros, que já possuía antecedentes; de desacato a PM, com recusa da proposta de transação penal; de arremesso de lata de cerveja contra o pelotão da polícia, em que o apontado autor do fato tem antecedentes. Todas essas ocorrências também serão processadas no Foro Central.

O décimo caso envolveu lesões corporais entre dois torcedores e um deles foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro. Somente após a apuração da gravidade do ferimento será distribuído o processo à esfera competente da Justiça: se as lesões forem leves, o feito tramitará no Juizado Especial Criminal. Se constatada gravidade, na Justiça comum. Por fim, ofensa a funcionário do clube terminou sem acordo e o ofendido, se desejar, tem o prazo de seis meses para apresentar queixa e desencadear uma ação penal privada. Os casos desta noite somam 127 ocorrências desde que a Justiça passou a atuar durante partidas de futebol.

O objetivo da Justiça presente nos estádios em dias de jogos é viabilizar a imposição rápida e efetiva da lei penal contra autores de crimes de menor potencial ofensivo, como posse de drogas, arruaças, atos de vandalismo e violência ocorridos antes, durante e após a disputa. São da alçada do Juizado Especial Criminal todas as contravenções penais e os crimes com pena máxima de dois anos, cumulada ou não com multa.

"Temos um moderno sistema de monitoramento 24 horas no Beira-Rio (composto por 64 câmeras), posto da Brigada Militar, posto da Polícia Civil e o Juizado Especial. Estas instituições estão aí para mostrar que o Beira-Rio é um lugar seguro. Queremos ver o torcedor feliz, somente festejando e vibrando com seu time", ressalta o presidente Vitorio Piffero. O acesso ao posto do JECRIM se dá ao lado da Bilheteria D, localizada entre os portões 7 e 8. Integram as atividades do JECrim Ministério Público, Defensoria Pública, Brigada Militar e Polícia Civil.

Voltar