D’Ale pronto para mais um clássico
Data: 21/10/2010
Desde que chegou ao Beira-Rio, em julho de 2008, D’Alessandro absorveu a importância que o clássico Gre-Nal representa para o futebol gaúcho. Dois meses depois de assinar com o Inter, foi o principal personagem da goleada de 4 a 1 sobre o Grêmio, pelo returno do Brasileirão. Fez um gol logo no começo da partida e os passes para os outros três. Foi o cartão de apresentação de um jogador acostumado a disputar clássicos.
Na Argentina, pelo River Plate, encarou diversas vezes o Boca Juniors, tanto no Monumental del Nuñez como na Bombonera. Mas no duelo argentino ele não se deu tão bem como no tradicional confronto gaúcho. “Tenho mais sorte no Gre-Nal, pois ganhei mais do que perdi. Tive um aproveitamento melhor do que no River x Boca”, assegura o meia.
No clássico deste domingo, de número 383 da história, D’Ale vestirá a camisa colorada pela nona vez. Dos oito Gre-Nais disputados até agora, ele venceu quatro e foi derrotado em dois, além de ter empatado outros dois. Foram três gols anotados: um no 4 a 1, pelo Brasileirão de 2008; outro na vitória de 2 a 1, pela primeira fase do Gauchão de 2009; e mais um na vitória de 1 a 0, pelo returno do Brasileirão de 2009.

D'Alessandro comemora o gol da vitória no clássico válido pelo returno do Brasileirão de 2009
Apesar de saber que existe muita expectativa pelo seu rendimento no duelo deste domingo, D’Alessandro acredita na força da coletividade para superar o Grêmio na sua casa. “Não vou jogar uma partida pessoal. Cada um vai ter o seu trabalho dentro de campo. Quero dar o meu máximo para fazer um bom jogo, mas é claro que vou precisar da ajuda de todos os companheiros. O certo é que em clássicos não há favoritos”, pondera.
Apesar de nunca esconder que o Gre-Nal é uma espécie de campeonato paralelo, D’Alessandro também não deixa de afirmar que o objetivo maior ainda é a disputa do Mundial FIFA, em dezembro, nos Emirados Árabes. “O Gre-Nal é um torneio à parte. O torcedor passa isso para a gente. Mas não vou achar que o clássico é mais importante do que o Mundial. Posso considerar que é o jogo mais difícil no Brasileirão até agora, mas o objetivo principal para mim ainda é o Mundial”, reiterou.
De qualquer forma, o Brasileirão também é considerado muito importante pelo grupo, que promete dar o máximo até quando houver chances de conquistar o título. “Para nós jogadores não existe esta história de tirar o pé nas divididas. Não tem como esquecer o Mundial, mas isso tem que ficar num cantinho. Nosso foco é no Brasileirão no momento. O trabalho no campeonato também serve para ajustar o time tanto na parte física, técnica como tática”, avalia o D’Alessandro.
Mobilização total
Depois de realizar mais um treino fechado na tarde desta quinta no Beira-Rio, o Inter volta a trabalhar com os portões fechados na atividade programada para a tarde desta sexta. O time fará mais um treino no sábado pela manhã, este provavelmente com acesso livre. A concentração para o clássico começa já na noite desta sexta, às 22h.