Clima de Mundial no Beira-Rio
Data: 30/11/2010
O Internacional e a FIFA promoveram no começo da tarde desta terça, nas Suítes do Beira-Rio, o Team Media Day. Durante o evento, que faz parte do calendário oficial do Mundial de Clubes, foi apresentado o vídeo oficial da competição que será realizada entre os dias 8 e 18 de dezembro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

Giuliano, Celso Roth, Vitorio Piffero, Bolívar e Guiñazu participaram da entrevista coletiva
O técnico Celso Roth e os jogadores Bolívar, Giuliano e Guiñazu também concederam uma entrevista coletiva que foi acompanha por diversos veículos de imprensa. Confira os principais trechos:
Celso Roth
Definição da lista: “Cada posição conta com duas alternativas. O Oscar foi escolhido pelo critério técnico. Ele pode participar tanto da linha de três no meio como no ataque”.
Preparação do time: “O estágio atual do time é bom. Estamos procurando controlar o desgaste do time, pois estamos no final de uma temporada que teve mais de 70 jogos. Ainda vamos trabalhar a parte tática e técnica nos próximos dias para chegarmos da maneira como queremos. Tudo foi planejado. Conseguimos administrar tudo da melhor maneira”.
Equilíbrio às vésperas da competição: “Apesar de ser um Mundial, a preparação não muda. O importante agora é seguir a rotina de trabalho, sem mudar muito as coisas. Mas por mais que a gente controle, é claro que existe a ansiedade dos jogadores. Mas isso tudo é normal. Estamos atentos a tudo”.
De olho nos adversário: “Temos material sobre os possíveis adversários e vamos mostrar oportunamente para os jogadores. O Mazembe, por exemplo, tem a força do futebol africano, com muita velocidade e potencial físico. Já o Pachuca é um time de muita tradição, que tem um futebol técnico. Tanto um como outro podem nos trazer imensas dificuldades. O certo é que não podemos falar em final antes de passar pela semifinal”.

Bolívar e Guiñazu falaram sobre a expectativa pelo Mundial em Abu Dhabi
Bolívar
Em busca do título inédito: “Tenho no meu currículo uma lacuna aberta deste título. Agora tenho a oportunidade de disputar este Mundial. É muito importante para mim, já que perdi isso em 2006. Vou dar o meu melhor para conquistar este título”.
A partida de estreia: “O desafio maior é a semifinal, que é o jogo da vez. Da nossa boca não sai nada sobre a possibilidade de enfrentar a Inter de Milão. Isso fica para a imprensa”.
Pronto para tudo: “Independente do time que vamos encontrar na semifinal, estaremos preparados para enfrentar da melhor maneira. Temos que estar 100% concentrados, com erro zero. Estamos trabalhando muito forte para sermos felizes no final. Chegaremos prontos a Abu Dhabi”.
Sonho de ouro: Estou dando maracujina para o meu filho Tales dormir todo dia para ver se ele sonha com um gol meu de novo (assim como ocorreu na final da Libertadores). Não tem como não imaginar. Vou procurar viver intensamente este momento. Seria maravilhoso erguer a taça”.

Dezenas de jornalistas acompanharam o evento nas Suítes do Beira-Rio
Giuliano
Busca pela titularidade: “Vou trabalhar bastante para ser um dos titulares, mas se tiver que ficar no banco, não tem problema, até porque foi assim que atuei na Libertadores e marquei gols importantes”.
Mais um desafio na carreira: “É um privilégio poder disputar esta competição aos 20 anos. Isso mexe com meu emocional. Estou procurado me preparar da melhor maneira”.
Experiência na bagagem: “A proporção de um Mundial de Clubes é maior do que a de uma Copa do Mundo das categorias de base da Seleção Brasileira. De qualquer forma ganhei experiência com tudo isso. É muito bom para um jogador participar desta competição”.
Guiñazu
Força coletiva: “Meus colegas são meus ‘santos protetores’, que estão à minha frente e às costas dando cobertura para o meu trabalho. É o trabalho em conjunto que nos deixa forte para vencer os desafios. Tenho orgulho de fazer parte do Inter. Tenho certeza que não vai faltar garra no Mundial”.
Vitorio Piffero
Pela segunda vez no Mundial: Agora temos mais responsabilidade. É mais complicado do que foi em 2006. Não estou comparando adversários. Simplesmente agora o Inter não é um desconhecido. Temos mais visibilidade".
Comparação entre 2006 e 2010: “Temos neste grupo oito jogadores da base, assim como foi em 2006, quando também tivemos atletas formados no Beira-Rio presente no Mundial. Vamos ver como nos saímos desta vez, porque o que fica para a história são os títulos”.

Presidente Vitorio Piffero confia na experiência do Inter para superar os desafios nos Emirados Árabes
Por uma conquista inédita: “Somos o único clube que pode conquistar o bicampeonato do Mundial FIFA. Estamos levando a experiência de todas as competições internacionais que estamos participando desde 2004. Em 2006, na final com o Barcelona, o Índio quebrou o nariz e manchou a camisa com sangue. Ele não pode continuar jogando, pois não tínhamos uma camisa sobressalente no banco de reservas e tivemos que buscar no vestiário. Acabamos jogando vários minutos com um jogador a menos. Com certeza isso não se repetirá desta vez. São pequenos detalhes que podem fazer a diferença”.
Vídeo oficial
No melhor estilo ‘Copa do Mundo’, o vídeo de apresentação do Mundial de Clubes apresentou imagens da última edição da competição, que também foi realizada em Abu Dhabi. Os nomes dos times participantes da edição deste ano foram listados com as respectivas conquistas que os credenciaram a participar do torneio nos Emirados Árabes. Foi uma pequena amostra do que espera pelo Inter nas próximas semanas.