Olá, Marcos Duarte!

Encontro de Reis em Belo Horizonte

Data: 29/06/2011

Por Felipe Silveira (texto) e Alexandre Lops (foto)
Direto de Belo Horizonte

Eles marcaram história na década de 1970 pelo Inter. Paulo Roberto Falcão, o eterno camisa 5 e Rei de Roma, e o atacante Dario, mais conhecido como Dadá Maravilha ou Rei Dadá, participaram juntos das conquistas do octacampeonato gaúcho e o do bicampeonato brasileiro, ambas em 1976. Eles se reencontraram em Belo Horizonte na noite desta quarta-feira, no hotel onde o Inter está concentrado para a partida contra o Atlético-MG, e relembraram momentos inesquecíveis que viveram juntos no time colorado.

Falcão foi recebido pelo ex-companheiro no segundo andar do hotel, onde Dadá estava gravando um programa que será exibido pelo SBT de Minas Gerais, nesta quinta. Vestindo uma camisa do Galo - clube pelo qual conquistou o título da primeira edição do Campeonato Brasileiro, em 1971 e é torcedor assumido - e com uma coroa de rei na cabeça, ele saudou a chegada do técnico do Internacional: "Faça-se a luz! Está chegando o Rei de Roma! Um encontro real: o Rei Dadá e o Rei Falcão! Eita, amigão!", brincou Dario, que logo depois completou: "Tenho dois amores: o Atlético-MG e o Inter".


Falcão e Dadá Maravilha lembraram dos velhos tempos em Belo Horizonte

Em um clima descontraído, a dupla rememorou por alguns minutos jogos, formações, dribles e, principalmente, gols. E quando o assunto é decidir na grande área, Dadá pode ser considerado um especialista. Seu cabeceio preciso fez história no futebol brasileiro. Sua técnica neste fundamento era incrível. "Só existem três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá", dizia o próprio atacante, em uma das suas célebres frases. "Com Dadá em campo, não há placar em branco" era outra máxima proferida pelo artilheiro, que marcou o primeiro gol da vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians na final do Brasileirão de 1976.

Pelo Atlético-MG, Dadá Maravilha também deixou seu nome cravado na história, tanto que até hoje é muito venerado pela torcida mineira. Ele defendeu o time de Belo Horizonte em diferentes oportunidades: 1968 a 1972; 1974; e de 1978 a 1979. É o segundo maior artilheiro do clube, com 211 gols marcados. Com o bom-humor que lhe é peculiar, Dario brincou no final do encontro: "Estou cansado de ser rei, por isso passo a coroa para o Rei de Roma. Se sinta bem aqui na nossa cidade", disse. "Vou aceitar só porque você está me passando", devolveu Falcão.

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